Égua, o Norte e o Centro-Oeste
Da Amazônia ao Cerrado, o português que se fala à beira dos rios e no meio do mato.
"Égua, rapaz, que susto foi esse que você me deu!"
"Bah, égua, que calor incrível hoje."
"Bichim, você viu a chuva que caiu agora há pouco?"
"Essa festa tá peba, vamos embora daqui."
"Para de mangar de mim, isso não tem graça."
"Ainda sou meio arigó aqui, não conheço todos os cantos."
"Cuidado com esse rebojo ali, a correnteza é forte."
"Sou manauara com muito orgulho, nasci à beira do Rio Negro."
"Cuidado com ele, dizem que é um boto, some depois da festa."
"Ele mora lá no ramal, só dá pra chegar de moto na seca."
"Depois de horas andando na mata, encontramos uma casa do seringueiro abandonada, toda tomada pelo mato e com aquele silêncio que só a floresta sabe fazer."
"Na reunião de condomínio, a Dona Marta virou a costela de tambaqui: todo mundo queria puxar pro lado dela."
"Sexta que vem tem bailão, quem vai comigo?"
"No fim de semana a galera marabaixou até o sol nascer."
"Aquele gurupi ali é filho da minha vizinha, tá sempre soltando pipa na rua."
"Aquela seca tá braba, olha só o cheiro de queimada do cerrado que entrou pela janela."
"E aí, cumpadre, como vai a colheita esse ano?"
"O pai dele é boiadeiro de mão cheia, conhece cada boi da fazenda."
"Meu avô foi candango, ajudou a construir o Congresso."
"Vupt, e ele já tinha sumido pela esquina."
Vozes do povo
A teoria está muito bem, mas o que a gente curte de verdade é ouvir as pessoas no flow natural. Se você sabe uma expressão boa da sua terra, traga. E se já estiver aqui, dê a sua voz. O mapa sonoro montamos juntos.
Busque sua expressão e dê sua voz