Amazonas é a floresta em pessoa, rio que parece mar de tão largo e Manaus no meio do verde, cidade que teve seu tempo de ouro e guarda teatro de ópera pra provar. Calor abafado, açaí de verdade (nada de doce gelado) e um jeito ribeirinho de viver com o rio.
Ser manauara
É como se chamam os nascidos em Manaus, capital que floresceu no meio da floresta com o ciclo da borracha e guarda até hoje o Teatro Amazonas como símbolo desse tempo de riqueza súbita.
Ser um boto
Na lenda amazônica, o boto-cor-de-rosa vira homem bonito e sedutor nas festas à beira-rio pra encantar moças e desaparecer antes do amanhecer. Hoje "ser um boto" descreve qualquer conquistador charmoso demais pra ser confiável.
Morar no ramal
Na Amazônia, ramal é a estrada de terra batida que sai da rodovia principal e leva às comunidades mais isoladas dentro da floresta, muitas vezes intransitável na cheia dos rios.
Bah, égua
Combinação amazônica de espanto que junta a força de "égua" com o "bah" que também aparece solto por lá, reforçando ainda mais a surpresa ou o desabafo.
Arigó
No Amazonas, arigó é o forasteiro, quem chegou de fora e ainda não conhece os costumes locais. Não é xingamento pesado, mas identifica quem "não é da terra".