Pará é Belém e o cheiro de tacacá fumegante na feira, mangueira em toda rua e Círio de Nazaré que lota a cidade inteira uma vez por ano. Aqui a culinária é praticamente outro país dentro do Brasil, com tucupi e jambu que formigam a boca.
Ser um boto
Na lenda amazônica, o boto-cor-de-rosa vira homem bonito e sedutor nas festas à beira-rio pra encantar moças e desaparecer antes do amanhecer. Hoje "ser um boto" descreve qualquer conquistador charmoso demais pra ser confiável.
Mangar
No Pará e na região amazônica, "mangar" é zombar, tirar sarro de alguém, geralmente sem maldade grande, mais no sentido de brincadeira solta entre amigos.
Peba
No Pará, algo peba é sem graça, de qualidade ruim, decepcionante. Uma festa peba é fraca, uma roupa peba não impressiona ninguém.
Bichim
Vocativo carinhoso do Pará, tipo um "cara" ou "mano" com sotaque bem paraense. Se usa entre amigos próximos, sem formalidade nenhuma.
Bah, égua
Combinação amazônica de espanto que junta a força de "égua" com o "bah" que também aparece solto por lá, reforçando ainda mais a surpresa ou o desabafo.