Pará é Belém e o cheiro de tacacá fumegante na feira, mangueira em toda rua e Círio de Nazaré que lota a cidade inteira uma vez por ano. Aqui a culinária é praticamente outro país dentro do Brasil, com tucupi e jambu que formigam a boca.

Ser um boto

Na lenda amazônica, o boto-cor-de-rosa vira homem bonito e sedutor nas festas à beira-rio pra encantar moças e desaparecer antes do amanhecer. Hoje "ser um boto" descreve qualquer conquistador charmoso demais pra ser confiável.

"Cuidado com ele, dizem que é um boto, some depois da festa."

Mangar

No Pará e na região amazônica, "mangar" é zombar, tirar sarro de alguém, geralmente sem maldade grande, mais no sentido de brincadeira solta entre amigos.

"Para de mangar de mim, isso não tem graça."

Peba

No Pará, algo peba é sem graça, de qualidade ruim, decepcionante. Uma festa peba é fraca, uma roupa peba não impressiona ninguém.

"Essa festa tá peba, vamos embora daqui."

Bichim

Vocativo carinhoso do Pará, tipo um "cara" ou "mano" com sotaque bem paraense. Se usa entre amigos próximos, sem formalidade nenhuma.

"Bichim, você viu a chuva que caiu agora há pouco?"

Bah, égua

Combinação amazônica de espanto que junta a força de "égua" com o "bah" que também aparece solto por lá, reforçando ainda mais a surpresa ou o desabafo.

"Bah, égua, que calor incrível hoje."

Vozes do povo

A teoria é ótima... mas o que a gente, os Magikitos, realmente curte é ouvir a galera de Pará no seu flow natural. Se você sabe alguma expressão típica daí, grave no Estúdio usando ela num exemplo de verdade. A gente soma às vozes da sua zona!

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