Alfacinhas e tripeiros
Lisboa, Porto, Coimbra, Alentejo, Minho, Açores. Cada canto de Portugal com a sua palavra e a sua alcunha.
"Sou alfacinha da gema, nasci mesmo no coração de Lisboa."
"Vou tomar uma bica antes de entrar no trabalho."
"Vou apanhar o cacilheiro das oito, que hoje o trânsito está de loucos."
"Querer pôr tudo isso na mala é meter o Rossio na Rua da Betesga."
"O grupo de betinhos chegou todo bem vestido pra festa."
"Sou tripeiro com muito orgulho, nasci e cresci no Porto."
"Vou beber um cimbalino antes da reunião."
"Essa festa vai ser baril, já estou ansioso."
"O caloiro passou pela praxe na primeira semana de aulas."
"Aqui em Coimbra até o caloiro do primeiro ano é tratado por doutor."
"Tenho de marrar para o exame de amanhã, não posso sair."
"Depois daquele semestre de loucura, tirei férias e fui pra aldeia andar de moliceiro."
"A cidade inteira cheira a maresia quando o vento vem do rio."
"Ó xé, não te avias com essa pressa toda."
"É teimoso como um beirão, não muda de ideia por nada."
"É bairrista até dizer chega, acha que não há vinho verde melhor no mundo."
"A ti Maria ninguém te passa a perna, és uma verdadeira reboleira."
"O jantar cá em casa começou com dois ovos e acabou em festa: foi uma verdadeira sopa da pedra."
"Passei a tarde a andar na landa a apanhar alfarroba."
"Aquele maluco ali na fila, vê-se logo que é da ilha, tem um sotaque que derrete o coração."
"No domingo fomos comer regional à aldeia da minha avó, havia cozido e enchidos caseiros."
"A Maria entrou na sala e parecia que era Carnaval de Ovar, até o chefe se riu."
Vozes do povo
A teoria está muito bem, mas o que a gente curte de verdade é ouvir as pessoas no flow natural. Se você sabe uma expressão boa da sua terra, traga. E se já estiver aqui, dê a sua voz. O mapa sonoro montamos juntos.
Busque sua expressão e dê sua voz