O Sertão é seca que vira lenda, cactos e caatinga resistindo ao sol impiedoso, e um povo que aprendeu a fazer arte da resistência: literatura de cordel, forró pé de serra, viola caipira. Aqui a saudade da chuva vira música.

Pau de arara

Caminhão aberto com banco de madeira levando família inteira e trouxa de roupa rumo ao Sul, símbolo maior da migração nordestina fugindo da seca.

"Meu avô veio de pau de arara com a família inteira, dias de estrada até São Paulo."

Fazer um repente

É improvisar versos rimados na hora, arte oral nordestina onde dois cantadores disputam com rima e humor afiado, acompanhados só da viola.

"Os cantadores fizeram um repente inteiro sobre a plateia."

Cabra da peste

É o elogio máximo do sertão pra quem é corajoso, competente, do tipo que enfrenta qualquer parada sem vacilar. "Cabra" aqui não é o bicho, é jeito antigo de chamar homem valente.

"Ele enfrentou a seca sozinho, é cabra da peste mesmo."

Arribar

No sertão nordestino, arribar é partir, sair de mudança, geralmente fugindo da seca em busca de vida melhor noutro lugar. Palavra pesada de história.

"Meu avô arribou do sertão pra São Paulo nos anos 50."

Vozes do povo

A teoria é ótima... mas o que a gente, os Magikitos, realmente curte é ouvir a galera de Sertão no seu flow natural. Se você sabe alguma expressão típica daí, grave no Estúdio usando ela num exemplo de verdade. A gente soma às vozes da sua zona!

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