Nordeste é a região do Brasil que mais orgulho carrega no sotaque e na cultura, praia de água morna, forró tocando o ano inteiro e uma resiliência que nasceu enfrentando a seca do sertão de frente. Xilogravura, cordel e axé, tudo junto.

Meter a viola no saco

É desistir de discutir ou insistir num assunto, aceitar a derrota numa conversa e ficar quieto, geralmente por perceber que não vai convencer ninguém.

"Depois do terceiro argumento dele, meti a viola no saco."

Fazer um repente

É improvisar versos rimados na hora, arte oral nordestina onde dois cantadores disputam com rima e humor afiado, acompanhados só da viola.

"Os cantadores fizeram um repente inteiro sobre a plateia."

Ter cara de capa de cordel

É ter uma expressão marcante e um pouco caricata, digna de virar ilustração em xilogravura, arte que decora as capas dos folhetos de cordel nordestinos.

"Com esse chapéu, você tem cara de capa de cordel."

Ser matuto

É ser do interior, com jeito simples e desconfiado das coisas da cidade grande, mas com uma esperteza natural que ninguém engana facilmente.

"Ele é matuto, mas não se engana com conversa fiada de ninguém."

Aperreio

É o aperto, a aflição, o estresse acumulado que deixa qualquer um sem paciência. "Estar aperreado" é sentir tudo isso de uma vez, sem fôlego pra respirar direito.

"Que aperreio esse trânsito da hora do almoço."

Vozes do povo

A teoria é ótima... mas o que a gente, os Magikitos, realmente curte é ouvir a galera de Nordeste no seu flow natural. Se você sabe alguma expressão típica daí, grave no Estúdio usando ela num exemplo de verdade. A gente soma às vozes da sua zona!

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